De janeiro até o próximo dia 28 quase cinco meses foram trabalhados somente para pagar impostos, é o que revela estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário – IBPT. Com isso, 40,54% do rendimento bruto dos contribuintes estará comprometido e os governos federal, estaduais e municipais que arrecadarão quase R$ 500 bilhões aos cofres públicos.
O estudo do IBPT revela que, atualmente, o brasileiro trabalha o dobro do que trabalhava na década de 70, para pagar tributos. Revela ainda que a carga tributária brasileira cresce a cada ano, exceto em 2009, devido em virtude da redução do Imposto de Renda Pessoa Física e de uma pequena diminuição de tributos sobre o consumo, quando o brasileiro trabalhou um dia a menos para o fisco, marca atingida no dia 27 de maio.
Sendo assim, em 2003, quando teve início a medição deste índice pelo IBPT, o contribuinte brasileiro, destinou, em média, aos governos federal estaduais e municipais, em impostos, taxas e contribuições, 36,98% de seu rendimento bruto; em 2004 comprometeu 37,81%; em 2005 destinou 38,35%; em 2006 pagou 39,72%; em 2007 comprometeu 40,01%; em 2008 destinou 40,51%; em 2009 comprometeu 40,15%; e em 2010 destinará 40,54%.
Utilizando-se dessa mesma metodologia, os cidadãos de outros Países trabalham bem menos para pagar tributos, a exemplo da Suécia (185 dias), França (149 dias), Espanha (137 dias) e EUA (102 dias), Argentina (97 dias), Chile (92 dias) e México (91 dias).
Para o coordenador de Estudos do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário - IBPT, Gilberto Luiz do Amaral, o crescimento na arrecadação de 2010 volta a se igualar ao de 2008, já que em 2009 a marca foi atingida no dia 27 de maio. “Isso se deve ao ritmo maior de crescimento do País, que apresenta reflexos mais evidentes nos tributos sobre a renda e o patrimônio”, destaca.
"A tributação incidente sobre os rendimentos (salários, honorários, etc.) é formada, principalmente, pelo Imposto de Renda Pessoa Física, pela contribuição previdenciária (INSS, previdências oficiais) e pelas contribuições sindicais. Além disso, o cidadão paga a tributação sobre o consumo – já inclusa no preço dos produtos e serviços (PIS, COFINS, ICMS, IPI, ISS, etc) e paga também a tributação sobre o patrimônio (IPTU, IPVA, ITCMD, ITBI, ITR). Arca ainda com outras tributações, como taxas (limpeza pública, coleta de lixo, emissão de documentos) e contribuições (iluminação pública)”, explica o presidente do IBPT João Eloi Olenike.
Comparação de dias trabalhados das últimas três décadas
* Década de 1970 - 76 dias ou 2 meses e 16 dias
* Década de 1980 - 77 dias ou 2 meses e 17 dias
* Década de 1990 - 102 dias ou 3 meses e 12 dias
Mostrando postagens com marcador postos de trabalho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador postos de trabalho. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Até o dia 28 de maio, brasileiros trabalharão apenas para pagar tributos.
Marcadores:
impostos,
postos de trabalho
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Emprego cresce no Pará no primeiro trimestre de 2010
O Pará voltou a apresentar saldo positivo na geração de empregos formais em março deste ano. O levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), publicado nesta quarta-feira (12/5), mostra que em todo o território paraense foram 22.582 admissões contra 21.832 desligamentos. O aumento de 750 postos de trabalho no setor formal da economia equivale a 0,13%, em relação ao mês de fevereiro.
O Dieese-PA concluiu ainda que nos meses de janeiro, fevereiro e março deste ano foram feitas 59.893 contratações contra 53.578 demissões, o que significa a criação de 6.315 postos de trabalho em 51 municípios pesquisados, com mais de 30 mil habitantes, ou seja, 36% dos 143 municípios paraenses. Nesse mesmo período, constatou-se em todo o Estado 65.886 contratações contra 59.253 desligamentos, o que gerou mais 6.633 postos de trabalho, com um crescimento de 1,16% no emprego formal. No primeiro trimestre os setores que mais se destacaram foram o extrativismo mineral (7,15%), construção civil (1,90%), serviço (1,88%) e agropecuária (1,28%). Os setores da indústria de transformação (-0,52%) e o da administração pública (0,04%) tiveram os piores desempenhos.
A capital paraense foi a que apresentou maior índice, com 2.442 postos de trabalho criados, correspondendo a 36,81%. Afora Belém, os municípios de Marabá, com 639 novos espaços de trabalho; Castanhal, com 498 postos e Ananindeua, com 425 empregos a mais, lideram a lista dos maiores crescimentos na oferta de emprego.
Segundo o titular da Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Maurílio Monteiro, a administração estadual já esperava o aumento de contratações de trabalhadores nos primeiros três meses do ano. "Os números confirmam as perspectivas anunciadas pelo governo paraense e refletem a confiança de que os investimentos públicos, como em infraestrutura, habitação e saneamento, têm força para induzir e articular altos investimentos privados, gerando emprego e renda", ressaltou o secretário.
Segundo ele, as perspectivas para o período 2011 a 2014 são ainda melhores, porque são esperados investimentos totais de mais de R$ 100 bilhões (públicos e privados), com a previsão de geração de 140 mil empregos.
O Dieese-PA concluiu ainda que nos meses de janeiro, fevereiro e março deste ano foram feitas 59.893 contratações contra 53.578 demissões, o que significa a criação de 6.315 postos de trabalho em 51 municípios pesquisados, com mais de 30 mil habitantes, ou seja, 36% dos 143 municípios paraenses. Nesse mesmo período, constatou-se em todo o Estado 65.886 contratações contra 59.253 desligamentos, o que gerou mais 6.633 postos de trabalho, com um crescimento de 1,16% no emprego formal. No primeiro trimestre os setores que mais se destacaram foram o extrativismo mineral (7,15%), construção civil (1,90%), serviço (1,88%) e agropecuária (1,28%). Os setores da indústria de transformação (-0,52%) e o da administração pública (0,04%) tiveram os piores desempenhos.
A capital paraense foi a que apresentou maior índice, com 2.442 postos de trabalho criados, correspondendo a 36,81%. Afora Belém, os municípios de Marabá, com 639 novos espaços de trabalho; Castanhal, com 498 postos e Ananindeua, com 425 empregos a mais, lideram a lista dos maiores crescimentos na oferta de emprego.
Segundo o titular da Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Maurílio Monteiro, a administração estadual já esperava o aumento de contratações de trabalhadores nos primeiros três meses do ano. "Os números confirmam as perspectivas anunciadas pelo governo paraense e refletem a confiança de que os investimentos públicos, como em infraestrutura, habitação e saneamento, têm força para induzir e articular altos investimentos privados, gerando emprego e renda", ressaltou o secretário.
Segundo ele, as perspectivas para o período 2011 a 2014 são ainda melhores, porque são esperados investimentos totais de mais de R$ 100 bilhões (públicos e privados), com a previsão de geração de 140 mil empregos.
Assinar:
Postagens (Atom)