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domingo, 10 de abril de 2011

Reservas de gás da Bolívia caíram 2 terços nos últimos anos

Agência EFE
As reservas de gás da Bolívia despencaram para 9,94 trilhões de pés cúbicos, um terço do número que vinha sendo divulgado nos últimos anos pelo governo de Evo Morales, que nacionalizou os hidrocarbonetos em 2006, informaram nesta sexta-feira fontes oficiais.

Após retê-los por vários meses, o governo apresentou os resultados de um estudo feito em 2010 pela empresa de consultoria americana Ryder Scott, que confirma que a Bolívia caiu do segundo para o sexto lugar da América do Sul em reservas de gás natural.

Outra empresa de consultoria, D''Golyer & MacNaugthon, afirmou em 2005 que a Bolívia tinha então 26,7 trilhões de pés cúbicos e o segundo lugar regional, atrás da Venezuela.

Relatórios extraoficiais recentes, publicados na revista da Câmara Boliviana de Hidrocarbonetos (CBH), assinalam que atualmente a Venezuela tem 200 trilhões de pés cúbicos, Peru 16, Trinidad e Tobago 15,3, Argentina 13,2, Brasil 12,9 e Colômbia 4,48.

O ministro de Hidrocarbonetos e Energia, José Luis Gutiérrez, e o presidente da empresa estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), Carlos Villegas, entregaram na cidade de Santa Cruz os resultados do estudo da Ryder Scott, empresa da qual exigiram uma revisão dos dados nos últimos meses.

"Com estes resultados, temos que acelerar a prospecção e a exploração dos campos para aumentar as reservas", reconheceu Gutiérrez.

As petrolíferas chamaram a atenção para a falta de garantias jurídicas e da incerteza política da Bolívia para fazer investimentos que permitam assegurar o fornecimento de gás aos principais seus clientes, Brasil e Argentina, e ao mercado interno.

No entanto, o vice-presidente boliviano, Álvaro García Linera, disse nesta sexta-feira em La Paz que "se pode garantir é o abastecimento do mercado interno, os processos de industrialização do gás e sua venda aos mercados externos, que estão garantidos na próxima década".

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Bolívia e Venezuela estudam implantação de moeda regional

Ansa Latina

O chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, defendeu hoje, durante a vista de Hugo Chávez à Bolívia, que a América do Sul tenha uma moeda e um sistema financeiro próprio, que não dependa do dólar "mais cedo do que tarde".

Maduro acredita que é preciso de "soluções concretas" para "barrar os obstáculos" que "a nossa própria burocracia" coloca para o desenvolvimento de programas de integração regional entre Bolívia, Cuba, Equador, Honduras, Nicarágua, Venezuela, República Dominicana, Antígua e Barbuda, e São Vicente e Granadinas.

A ideia é colocar em andamento o Sistema Único de Compensação Regional (Sucre) entre os países da Aliança Bolivariana para os Povos da América (Alba), que nasceu a partir de uma iniciativa dos governos da Venezuela e de Cuba.

O chanceler venezuelano apresentou sua defesa em meio à visita que Chávez realiza a Cochabamba, a 500 quilômetros ao sul de La Paz, após uma viagem ao Uruguai, no marco de um giro pela América do Sul iniciado na terça-feira na Argentina.

Oito mesas de trabalho foram montadas para debater sobre temas de cooperação bilateral de caráter econômico, energético, financeiro, educativo, cultural e alimentar entre os países da América Central, Caribe e América do Sul.

Por sua vez, o ministro boliviano das Relações Exteriores, David Choquehuanca, recordou o passado em comum que une toda a América Latina, antes chamada de Abya Yala, onde não existiam "fronteiras nem bandeiras que dividiam os povos".

"Compartilhávamos tudo, tínhamos aceso ao Atlântico e ao Pacífico. Havia princípios, valores, códigos, símbolos que garantiam o equilíbrio entre os seres humanos, regiões, continentes, que hoje voltamos a levantar para trabalhar juntos", declarou Choquehuanca.

Ao inaugurar os trabalhos das mesas de negociação, o vice-presidente da Bolívia, Álvaro García Linera, pediu "praticidade e resultados concretos" para fortalecer os laços de amizade que não se baseiam nos "interesses, cálculos, egoísmo ou o lucro da lógica capitalista".

Chávez e seu homólogo boliviano, Evo Morales, se dirigiram hoje para a comunidade rural de Tiquipaya, a 15 quilômetros a noroeste de Cochabamba, onde em abril do ano passado houve a Cúpula Mundial dos Povos sobre a Mudança Climática.