quinta-feira, 30 de junho de 2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
Abraço coletivo à Avenida Paulista
Na quarta-feira, 22 de junho, véspera de feriado, pontualmente ao meio-dia, nas calçadas ao longo de toda a Avenida Paulista, em São Paulo , paulistanos e visitantes vão parar por cinco minutos e dar as mãos a quem estiver mais próximo. Este gesto, lançado nas redes sociais e apoiado pelas mais diversas empresas e instituições situadas na avenida e proximidades, é uma declaração de amor à cidade e um protesto silencioso contra todo tipo de violência. Desde bullying, dentro e fora das escolas, agressões a pedestres apenas por serem diferentes e até intolerância entre as torcidas organizadas. Espera-se, inclusive, a fantástica imagem de torcedores de times rivais juntos, de mãos dadas, numa única torcida pela paz.
O ato acontece na semana que antecede a Parada LGBT de São Paulo, marcada para o domingo 26. Prevê-se, por conta também do feriado no dia 23, que a cidade estará repleta de turistas. A organização orienta a todos a não interromper o trânsito de nenhuma rua transversal. A "corrente" de pessoas de mãos dadas será cortada ao cruzar uma rua e continuada do outro lado. Monitores voluntários orientarão o público participante e darão avisos de que faltam dez, cinco e um minuto para o início do abraço simbólico.
Condomínios, empresas e instituições da avenida Paulista (como Conjunto Nacional, FIESP, Associação Paulista Viva, Gazeta, Fnac, entre outras) abraçaram a iniciativa e já estão mobilizando seus funcionários e clientes, inclusive estimulando a participação como monitores voluntários. A Polícia Militar e a Sub-Prefeitura da Sé também manifestaram apoio à iniciativa e prometem participar.
terça-feira, 7 de junho de 2011
Acordo com a Venezuela vai combater a aftosa
O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, assinou nesta segunda-feira, 6 de junho, um protocolo de intenções com o ministro da Agricultura e Terras da Venezuela, Juan Carlos Loyo, para a implementação de planos de erradicação da febre aftosa. O documento foi firmado na presença da presidente do Brasil Dilma Rousseff e do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em uma cerimônia realizada no Palácio do Planalto.
O acordo prevê a formação de um comitê técnico que vai elaborar, em 30 dias, um plano de ação para auxiliar no processo de eliminação da doença na Venezuela, que teve registros de casos de aftosa em 2010. Com o acerto, os dois países vão promover um maior intercâmbio de conhecimentos e de experiências para erradicar a enfermidade.
“Temos muito interesse em promover ações conjuntas de combate à aftosa, principalmente nas fronteiras, que são regiões de grande preocupação para o Brasil”, destaca o secretário de Defesa Agropecuária, Francisco Jardim.
A assinatura do termo foi um dos compromissos acertados pelos dois países no Memorando de Entendimento para Implementação de Planos de Erradicação da Febre Aftosa, estabelecido em 6 de agosto de 2010. As ações desenvolvidas serão complementares e não substituem outras atividades mutuamente acordadas.
Por parte do Ministério da Agricultura, o grupo será composto pelo Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA); Departamento de Fiscalização de Insumos Pecuários da SDA; Departamento de Negociações Sanitárias e Fitossanitárias da Secretaria de Relações Internacionais (SRI); e Coordenação-Geral de Apoio Laboratorial da SDA.
A Venezuela será representada por membros da Direção-Geral de Circuitos Agrícolas e Pecuários, Instituto Nacional de Saúde Agrícola e Instituto Nacional de Investigações Agrícolas.
Saiba mais
O acordo que envolve o Ministério da Agricultura faz parte de uma série de parcerias que estão sendo firmadas por Brasil e Venezuela com o objetivo de intensificar as relações bilaterais. Em 2010, o comércio entre os dois países totalizou US$ 4,6 bilhões, um crescimento de 11,8% em relação a 2009. As exportações brasileiras representaram US$ 3,8 bilhões desse total.
Os principais produtos vendidos pelo Brasil para a Venezuela são frango desossado e carne bovina, enquanto os venezuelanos exportam para o Brasil, essencialmente, petróleo e derivados. A Venezuela tem o terceiro maior produto interno bruto (PIB) da América do Sul e importa 75% dos alimentos que consome. (Marcos Giesteira)
O acordo prevê a formação de um comitê técnico que vai elaborar, em 30 dias, um plano de ação para auxiliar no processo de eliminação da doença na Venezuela, que teve registros de casos de aftosa em 2010. Com o acerto, os dois países vão promover um maior intercâmbio de conhecimentos e de experiências para erradicar a enfermidade.
“Temos muito interesse em promover ações conjuntas de combate à aftosa, principalmente nas fronteiras, que são regiões de grande preocupação para o Brasil”, destaca o secretário de Defesa Agropecuária, Francisco Jardim.
A assinatura do termo foi um dos compromissos acertados pelos dois países no Memorando de Entendimento para Implementação de Planos de Erradicação da Febre Aftosa, estabelecido em 6 de agosto de 2010. As ações desenvolvidas serão complementares e não substituem outras atividades mutuamente acordadas.
Por parte do Ministério da Agricultura, o grupo será composto pelo Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA); Departamento de Fiscalização de Insumos Pecuários da SDA; Departamento de Negociações Sanitárias e Fitossanitárias da Secretaria de Relações Internacionais (SRI); e Coordenação-Geral de Apoio Laboratorial da SDA.
A Venezuela será representada por membros da Direção-Geral de Circuitos Agrícolas e Pecuários, Instituto Nacional de Saúde Agrícola e Instituto Nacional de Investigações Agrícolas.
Saiba mais
O acordo que envolve o Ministério da Agricultura faz parte de uma série de parcerias que estão sendo firmadas por Brasil e Venezuela com o objetivo de intensificar as relações bilaterais. Em 2010, o comércio entre os dois países totalizou US$ 4,6 bilhões, um crescimento de 11,8% em relação a 2009. As exportações brasileiras representaram US$ 3,8 bilhões desse total.
Os principais produtos vendidos pelo Brasil para a Venezuela são frango desossado e carne bovina, enquanto os venezuelanos exportam para o Brasil, essencialmente, petróleo e derivados. A Venezuela tem o terceiro maior produto interno bruto (PIB) da América do Sul e importa 75% dos alimentos que consome. (Marcos Giesteira)
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Economia venezuelana não desenvolveu outros setores por causa do petróleo
Bruno Rios - reportagem Porto Gente
Na segunda parte da entrevista exclusiva concedida ao Portogente, o presidente da Federação de Câmaras de Comércio e Indústria Venezuela-Brasil, José Francisco Fonseca Marcondes Neto, comentou o estágio de industrialização da Venezuela hoje e explicou que parte das dificuldades econômicas vividas pelo país de Hugo Chávez tem como origem a crise do petróleo e a transição para a economia diversificada.
Portogente - Em que pé está a industrialização da Venezuela? É ou foi tão forte quanto à brasileira?
José Francisco Fonseca Marcondes Neto – Está se industrializando. Era meramente agrícola na década de 1970. Mas com o advento do petróleo, tornou-se um país petroleiro. Como boa parte dos países produtores de petróleo, o país não desenvolveu outros segmentos. Sob o meu ponto de vista, o que prega o socialismo do século XXI, tão divulgado pelo presidente Hugo Chávez, é a igualdade social, mas levando desenvolvimento para a nação, através da industrialização, tecnologia. Por isto, o governo de Hugo Chávez tem feito diversas parcerias com o Brasil.
Portogente - A Venezuela está em uma crise econômica? Como superá-la?
O que existe na Venezuela são dois fatores: primeiro, o fato de ser um país petroleiro e o preço do petróleo afetar diretamente as demais questões econômicas do país. Segundo, por consequência, ser um país em estágio de transição entre uma economia dependente do petróleo para uma economia diversificada.
Portogente - A Venezuela tem alguma lição a nos dar quanto à logística? Como estão os portos, estradas e rodovias por lá?
Os portos venezuelanos precisam passar por grandes reformas para melhor atender às crescentes demandas de exportação e importação. O modal transporte de carga é praticamente rodoviário e hidroviário. Algumas estradas podem ser exemplo de manutenção.
Portogente – Para o senhor, o Brasil realmente impõe muitas barreiras burocráticas a quem deseja exportar?
Sem dúvida, mas já foi pior na década de 1980, por exemplo.
Na segunda parte da entrevista exclusiva concedida ao Portogente, o presidente da Federação de Câmaras de Comércio e Indústria Venezuela-Brasil, José Francisco Fonseca Marcondes Neto, comentou o estágio de industrialização da Venezuela hoje e explicou que parte das dificuldades econômicas vividas pelo país de Hugo Chávez tem como origem a crise do petróleo e a transição para a economia diversificada.
Portogente - Em que pé está a industrialização da Venezuela? É ou foi tão forte quanto à brasileira?
José Francisco Fonseca Marcondes Neto – Está se industrializando. Era meramente agrícola na década de 1970. Mas com o advento do petróleo, tornou-se um país petroleiro. Como boa parte dos países produtores de petróleo, o país não desenvolveu outros segmentos. Sob o meu ponto de vista, o que prega o socialismo do século XXI, tão divulgado pelo presidente Hugo Chávez, é a igualdade social, mas levando desenvolvimento para a nação, através da industrialização, tecnologia. Por isto, o governo de Hugo Chávez tem feito diversas parcerias com o Brasil.
Portogente - A Venezuela está em uma crise econômica? Como superá-la?
O que existe na Venezuela são dois fatores: primeiro, o fato de ser um país petroleiro e o preço do petróleo afetar diretamente as demais questões econômicas do país. Segundo, por consequência, ser um país em estágio de transição entre uma economia dependente do petróleo para uma economia diversificada.
Portogente - A Venezuela tem alguma lição a nos dar quanto à logística? Como estão os portos, estradas e rodovias por lá?
Os portos venezuelanos precisam passar por grandes reformas para melhor atender às crescentes demandas de exportação e importação. O modal transporte de carga é praticamente rodoviário e hidroviário. Algumas estradas podem ser exemplo de manutenção.
Portogente – Para o senhor, o Brasil realmente impõe muitas barreiras burocráticas a quem deseja exportar?
Sem dúvida, mas já foi pior na década de 1980, por exemplo.
domingo, 22 de maio de 2011
BIOSForum - Brasil: Investimentos em Oportunidades Sustentáveis
O BIOSforum – Brasil: Investimentos em Oportunidades Sustentáveis – é uma iniciativa inovadora criada pela Federação Nacional das Associações dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (FENADVB) que visa estimular o debate e incentivar compromissos concretos para promover o crescimento sustentável do Brasil.
O BIOSforum conta com a parceria da Hill & Knowlton, uma das maiores agências de relações públicas internacionais e da AD VITAM, consultoria especializada em gestão de negócios.
BIOSForum 2011 – Encontro de Governadores A primeira edição do BIOSforum acontecerá nos dias 25 e 26 de maio de 2011, no Jockey Club de São Paulo. O encontro, em sua primeira edição, vai reunir os Governadores de todo o Brasil, entre outras autoridades. O BIOSforum 2011 – Encontro de Governadores será uma reunião multi-setorial e suprapartidária porque contará com a participação dos três poderes da República, dos três setores da economia, para debater a sustentabilidade, de forma democrática, permitindo assim a continuidade do progresso do Brasil.
Mais informações: http://www.biosforum.org
O BIOSforum conta com a parceria da Hill & Knowlton, uma das maiores agências de relações públicas internacionais e da AD VITAM, consultoria especializada em gestão de negócios.
BIOSForum 2011 – Encontro de Governadores A primeira edição do BIOSforum acontecerá nos dias 25 e 26 de maio de 2011, no Jockey Club de São Paulo. O encontro, em sua primeira edição, vai reunir os Governadores de todo o Brasil, entre outras autoridades. O BIOSforum 2011 – Encontro de Governadores será uma reunião multi-setorial e suprapartidária porque contará com a participação dos três poderes da República, dos três setores da economia, para debater a sustentabilidade, de forma democrática, permitindo assim a continuidade do progresso do Brasil.
Mais informações: http://www.biosforum.org
sábado, 21 de maio de 2011
Acordo de Itaipu pode agilizar decisão paraguaia sobre Venezuela no Mercosul
O governo brasileiro espera que o Senado aprove logo o acordo com o Paraguai que triplica o valor pago pelo Brasil para usar a energia de Itaipu não utilizada no país vizinho. O documento foi aprovado no início de abril na Câmara dos Deputados.
O chanceler brasileiro, Antonio Patriota, acredita que a aprovação do acordo pelo congresso brasileiro repercuta na decisão paraguaia de aceitar a entrada da Venezuela no Mercosul.
"Temos muita confiança que consigamos fazer progressos rapidamente", afirmou Patriota sobre o tema, após encontro nesta terça-feira (3) com seu homólogo paraguaio, o ministro Jorge Lara Castro.
Há dois anos, o Brasil aprovou a entrada da Venezuela no bloco e desde então a decisão depende de análise do Congresso do Paraguai. Além do Brasil, Argentina e Uruguai também já ratificaram o ingresso da Venezuela.
O ministro do Paraguai também se mostrou confiante na aprovação do acordo firmado em 2009 entre o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente paraguaio, Fernando Lugo. Para entrar em vigor, entretanto, o texto precisa da aprovação do Parlamento dos dois países.
"Ambos os governos compreendem a importância de cooperar para ir superando as desigualdades e assimetrias", disse Castro. O plenário do senado discute o tema na tarde desta terça-feira.
Marco Aurélio Garcia, assessor de assuntos internacionais do Planalto, também disse estar otimista em relação ao ingresso da Venezuela no Mercosul. "A nossa expectativa é que [a entrada da Venezuela] seja aprovada. Esse é um problema da soberania paraguaia. Nós achamos que isso vai ajudar muito o processo de integração global da região, mesmo entre aqueles países que estão fora do Mercosul".
HONDURAS
Patriota afirmou ainda que conversou com o chanceler paraguaio sobre a anulação, pela Justiça de Honduras, de dois julgamentos referentes ao ex-presidente do país Manuel Zelaya.
"Foram levantados dois processos contra o Manuel Zelaya pelo sistema judiciário hondurenho, e com isso começa a aparecer um pouco de luz no fim do túnel. Esperamos que isso leve a um processo que permita a Honduras ser reincorporado ao convívio regional", afirmou o chanceler brasileiro.
O Brasil não reconhece o atual governo hondurenho, sob o comando de Porfirio
O chanceler brasileiro, Antonio Patriota, acredita que a aprovação do acordo pelo congresso brasileiro repercuta na decisão paraguaia de aceitar a entrada da Venezuela no Mercosul.
"Temos muita confiança que consigamos fazer progressos rapidamente", afirmou Patriota sobre o tema, após encontro nesta terça-feira (3) com seu homólogo paraguaio, o ministro Jorge Lara Castro.
Há dois anos, o Brasil aprovou a entrada da Venezuela no bloco e desde então a decisão depende de análise do Congresso do Paraguai. Além do Brasil, Argentina e Uruguai também já ratificaram o ingresso da Venezuela.
O ministro do Paraguai também se mostrou confiante na aprovação do acordo firmado em 2009 entre o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente paraguaio, Fernando Lugo. Para entrar em vigor, entretanto, o texto precisa da aprovação do Parlamento dos dois países.
"Ambos os governos compreendem a importância de cooperar para ir superando as desigualdades e assimetrias", disse Castro. O plenário do senado discute o tema na tarde desta terça-feira.
Marco Aurélio Garcia, assessor de assuntos internacionais do Planalto, também disse estar otimista em relação ao ingresso da Venezuela no Mercosul. "A nossa expectativa é que [a entrada da Venezuela] seja aprovada. Esse é um problema da soberania paraguaia. Nós achamos que isso vai ajudar muito o processo de integração global da região, mesmo entre aqueles países que estão fora do Mercosul".
HONDURAS
Patriota afirmou ainda que conversou com o chanceler paraguaio sobre a anulação, pela Justiça de Honduras, de dois julgamentos referentes ao ex-presidente do país Manuel Zelaya.
"Foram levantados dois processos contra o Manuel Zelaya pelo sistema judiciário hondurenho, e com isso começa a aparecer um pouco de luz no fim do túnel. Esperamos que isso leve a um processo que permita a Honduras ser reincorporado ao convívio regional", afirmou o chanceler brasileiro.
O Brasil não reconhece o atual governo hondurenho, sob o comando de Porfirio
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sexta-feira, 13 de maio de 2011
Empresário brasileiro reclama de preconceito com a Venezuela
Porto Gente, Bruno Rios
O presidente da Federação de Câmaras de Comércio e Indústria Venezuela-Brasil, José Francisco Fonseca Marcondes Neto, concedeu entrevista ao Portogente e falou sobre a relação comercial entre os dois países, que segundo ele pode crescer ainda mais. Ele ainda reclamou de recentes declarações do senador Álvaro Dias, do PSDB do Paraná, que segundo o empresário são preconceituosas.
Portogente – O que o futuro reserva para a relação comercial entre Brasil e Venezuela?
José Francisco Fonseca Marcondes Neto – As relações comerciais cresceram muito nos últimos oito anos, durante a gestão do presidente Lula, tornando-se um dos principais destinos das exportações brasileiras. Os países são complementares em diversas questões comerciais, turísticas e culturais. Estas relações tendem a crescer muito, principalmente com o ingresso da Venezuela ao Mercosul como membro pleno, em especial no comércio com os estados do Norte e Nordeste do Brasil.
Portogente – Ter no comando da Venezuela um presidente polêmico como Hugo Chávez [foto] afasta ou atrai empresários brasileiros?
JFFMN -Não vejo problemas em ter Hugo Chávez como presidente. As relações comerciais aumentaram, e muito, durante o governo de Chávez e os empresários brasileiros são muito considerados e bem tratados pelo governo do país amigo.
Portogente - O senhor desaprova declarações como a do senador Álvaro Dias, que disse que a Vale passa por um "processo de venezuelização"?
JFFMN - Sim, estão rotulando o país vizinho, sem conhecer de fato a realidade. Fica um convite para que, antes de opinar desta forma preconceituosa, escutem a quem conhece a realidade venezuelana e se possível que viagem à Venezuela.
Portogente – Como a Venezuela e a PDVSA podem ajudar o Brasil nesse boom do petróleo que viveremos a partir do pré-sal?
JFFMN - PDVSA e Petrobras podem firmar acordos, não apenas para a construção de refinarias, mas também de trocas de tecnologia. Além disso, os empresários do Brasil têm espaço para investir em praticamente todos os setores, mas destacaria em especial a infraestrutura, indústria pesada, mineração e alimentos.
O presidente da Federação de Câmaras de Comércio e Indústria Venezuela-Brasil, José Francisco Fonseca Marcondes Neto, concedeu entrevista ao Portogente e falou sobre a relação comercial entre os dois países, que segundo ele pode crescer ainda mais. Ele ainda reclamou de recentes declarações do senador Álvaro Dias, do PSDB do Paraná, que segundo o empresário são preconceituosas.
Portogente – O que o futuro reserva para a relação comercial entre Brasil e Venezuela?
José Francisco Fonseca Marcondes Neto – As relações comerciais cresceram muito nos últimos oito anos, durante a gestão do presidente Lula, tornando-se um dos principais destinos das exportações brasileiras. Os países são complementares em diversas questões comerciais, turísticas e culturais. Estas relações tendem a crescer muito, principalmente com o ingresso da Venezuela ao Mercosul como membro pleno, em especial no comércio com os estados do Norte e Nordeste do Brasil.
Portogente – Ter no comando da Venezuela um presidente polêmico como Hugo Chávez [foto] afasta ou atrai empresários brasileiros?
JFFMN -Não vejo problemas em ter Hugo Chávez como presidente. As relações comerciais aumentaram, e muito, durante o governo de Chávez e os empresários brasileiros são muito considerados e bem tratados pelo governo do país amigo.
Portogente - O senhor desaprova declarações como a do senador Álvaro Dias, que disse que a Vale passa por um "processo de venezuelização"?
JFFMN - Sim, estão rotulando o país vizinho, sem conhecer de fato a realidade. Fica um convite para que, antes de opinar desta forma preconceituosa, escutem a quem conhece a realidade venezuelana e se possível que viagem à Venezuela.
Portogente – Como a Venezuela e a PDVSA podem ajudar o Brasil nesse boom do petróleo que viveremos a partir do pré-sal?
JFFMN - PDVSA e Petrobras podem firmar acordos, não apenas para a construção de refinarias, mas também de trocas de tecnologia. Além disso, os empresários do Brasil têm espaço para investir em praticamente todos os setores, mas destacaria em especial a infraestrutura, indústria pesada, mineração e alimentos.
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